Tardes Manoelinas

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“Escuto o perfume dos rios.
Sei que a voz das águas tem sotaque azul.
Sei botar cílio nos silêncios.
Para encontrar o azul eu uso pássaros.
Só não desejo cair em sensatez.
Não quero a boa razão das coisas.
Quero o feitiço das palavras.”(*)

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(*) BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p. 370.
…..Crédito da imagem: freepic.com

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